Para que a vivência?
Porquê a vida?
Qual a equivalência
Desta viagem sozinha,
Ao longo de anos,
Que se prolonga a todos os níveis.
Acontecimentos tão estranhos,
Até para pessoas sensíveis.
Se tudo acaba,
Porquê começar?
E quando alguém ama,
Será que sabe o que é amar?
Milhões de formas de morrer,
Mas apenas uma de nascer.
Umas vezes homem
E outras mulher.
Será que existimos já antes de nascer?
E tudo aquilo que fazemos,
Somos mesmo nós que o causamos,
Provocando benefícios e danos.
Ou trata-se de um destino,
Traduzido em labirinto,
Em que todos os actos têm o seu sentido.
São varias as perguntas,
Para umas quantas respostas.
Refugiamo-nos na fé,
Em alguém superior.
Somos fracos e incompletos,
E damos sempre o nosso melhor.
Mas a realidade é apenas uma,
A de um futuro ao qual ninguém escapa,
Uma morte…
Na qual há varias maneiras,
Umas até com um pouco de sorte,
Mas outras resultantes de tragédias.
Sofrimento é o pão-nosso de cada dia,
Choramos e rimos todos os dias.
Por vezes sentimentos falsos,
Mas verdadeiros a quem os vê.
Damos grandes saltos,
Em busca da felicidade.
Só que quanta maior a altura,
Maior é a queda.
Às vezes atingimos,
Mas pouco dura.
Então aí voltamos a tentar,
À procura de uma vida segura,
Com uma pessoa para amar.
Mas um mal nunca vem só,
Ou nós sofremos,
Ou fazemos sofrer quem amamos.
São duas hipóteses,
Cada vez mais repetitivas,
Os desgostos são hóspedes,
Ao longo da nossa vida.
Mas tudo tem um fim,
E será que nesse fim tudo acaba?
Ou há algo mais?
Eu gostaria que sim,
Mas só o futuro saberá.
Por enquanto há algo.
Uma certeza.
Seja qual for o tempo de espaço,
Independentemente da riqueza,
Para mal dos nossos pecados,
Temos e tememos,
Para lá da nossa sorte,
O maior dos nossos medos…
A MORTE!!!
Sem comentários:
Enviar um comentário