Não são almas,
Não são corpos.
São plenas armas,
Sentimentos mortos.
Sou um monstro,
E nada consigo fazer.
Tudo aquilo que mostro,
É melhor esquecer.
Quem me dera mudar,
Ter uma vida melhor.
Conto os dias a passar,
Observo tudo em redor.
Deito-me despedaçado,
Espero ter um dia feliz.
Acordo excitado,
Mas reflecte-se tudo que fiz.
Não me resta mais nada,
Apenas um corpo.
Fiquei sem a minha alma,
Sou um homem morto.
Sou um parvo,
Alguém inconsequente.
Nunca paro,
Sou um demente.
Só faço coisas erradas,
Sou mau nas escolhas que faço.
Passam-se tantas semanas,
Sou mesmo um fracasso.
Só me resta esperar,
Acontecer um milagre.
Não consigo chorar,
Anseio um resgate.
Já não existem lágrimas,
Sou uma fonte que secou.
Sobrevivem estas rimas,
Que descrevem aquilo que sou.
Quero chorar mas as lágrimas não saem,
Não consigo lutar mais.
Minhas pálpebras caem,
Para adormecer e não acordar jamais.
O teu poema está muito bonito! Tenho imenso orgulho de ter sido a tua professora de Português.
ResponderEliminarÉs muito sensível, Ricardo, e isso inferi sempre das tuas palavras...
Escreve mais :)