The Famous Final Scene

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pujança



A vontade de viver é muitas vezes equiparada com a vontade de morrer, 

Sendo ambas bastantes diferentes. 

Estando estas interligadas pelo desejo, 

A possessão do que queremos para nós, 

Quando não a temos perdemos a vontade de viver, 

Quando nunca a tivemos ganhamos vontade de morrer. 

Nem sempre a busca da felicidade termina em sucesso, 

Mas não se pode perder a esperança. 

Temos que manter o fogo da estima aceso, 

Se queremos algum dia ter segurança. 

Segurança esta, 

Muitas vezes desmoronada, 

Por acontecimentos que nos são impossíveis de impedir, 

Fazem parte da vida, 

E não nos deixam rir. 

Somos seres fracos e incompletos, 

Refugiamo-nos na religião em busca de confiança, 

Chegando até formar uma aliança. 

Impossível não falar em amor, 

Ou então a falta dele, 

Muitas vezes decisivo ao longo da nossa vida. 

Faz-nos cometer loucuras e sacrifícios, 

Olha-mo-nos em espelhos e perguntamos o que estamos nos a fazer, 

É correcto? É errado? 

Fazemos o que achamos certo, 

Sem nunca pensar em perder. 

É língua universal, 

Está presente em todo o Mundo, 

Começa no mundo animal e bate lá no fundo. 

Todos somos atingidos pelo cupido, 

Esse bebé manhoso que nos modifica totalmente, 

Transformamo-nos rapidamente, 

É uma adrenalina altamente! 

É um cancro na nossa mente. 

Só precisa de plantar a semente, 

E o resto cresce consequentemente. 

Mesmo que quiséssemos é impossível impedir, 

Toda a gente passa por isso, 

Quando somos correspondidos é fantasia, 

Caso contrário é pesadelo. 

Vivemos contos de fadas, 

Mas com finais diversos. 

Uns felizes para sempre, 

Outros acabam mal. 

E por falar em acabar, 

Todos nos terminamos um dia, 

Encerrando de vez a nossa vida. 

Deixamos para trás família e amigos, 

Que nem sempre sabemos da sua existência, 

Somos obcecados por algo, 

Que nos faz perder a cabeça, 

Ficamos um ser fidalgo, 

E roídos de inveja. 

Passamos por muitas modificações ao longo da vida, 

Nascemos crianças, 

Crescemos crianças, 

Ficamos adultos e continuamos crianças, 

Depois em idosos relembramos a infância. 

Muitos nós temos a aprender com as criança, 

Ver o mundo com outros olhos, 

Ver tudo de forma mais simples. 

Seria tudo mais fácil, 

Mas nem sempre o fazemos, 

O que é pena! 

É bom ser-se criança, 

Sem problemas ou preocupações. 

É mau ser-se adulto, 

Com problemas e bastantes precauções. 

Basta-nos ser nós próprios, 

Viver um dia de cada vez, 

Pensar sempre positivo, 

E nunca ver o lado mau. 

Acreditar que somos capazes, 

De transformar o nocivo em comestível. 

Apesar disso não passamos de rapazes, 

Donos de um sonho invencível. 

Sonho da felicidade, 

De que tudo seja perfeito, 

Só temos uma finalidade: 

Sair satisfeito!

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